Habitats e conservação
Espécies da Amazônia surgem em feiras de pets de Bangcoc
Macacos, capivaras, tartarugas-matamatá e peixes raros da Amazônia aparecem em feiras tailandesas em maior número, aponta rede de monitoramento.
Relatado por Mongabay · · 1 min de leitura

Mais espécies amazônicas, em números maiores, estão sendo oferecidas à venda do outro lado do mundo no comércio de animais exóticos do Sudeste Asiático, de acordo com a colaboradora da Mongabay, Gloria Dickie. Nos últimos dois anos, Scott Roberton, que lidera o programa de combate ao tráfico da organização sem fins lucrativos norte-americana Wildlife Conservation Society, tem visto mais animais da América Latina em mercados tailandeses, amontoados em recintos pequenos ao lado de animais domésticos. Eles incluem saguis, macacos-prego, micos, capivaras, tartarugas-matamatá e peixes raros da Amazônia. “O volume é maior. A diversidade de espécies é grande”, disse Roberton. “Toda vez que viemos, há uma nova espécie aqui.”
A cadeia de suprimentos pode começar nas profundezas da floresta tropical e frequentemente passa por centros como Iquitos, no Peru. Animais capturados ilegalmente na Colômbia, no Brasil e em países vizinhos são transportados pelos rios amazônicos até o Peru, onde a corrupção e o tráfico ilegal, incluindo documentação fraudulenta, permitem que espécimes capturados na natureza se passem por animais criados em cativeiro que podem ser comercializados legalmente. “Muitos produtos de diferentes países chegam a Iquitos, e então no Peru é mais fácil esquentar”, disse Renata Cao, líder de projetos para a América Latina na rede de monitoramento do comércio de vida silvestre TRAFFIC.
Da América do Sul, os animais passam por voos estressantes com várias escalas, com duração superior a 25 horas, para chegar aos mercados asiáticos. Plataformas de redes sociais que conectam compradores e vendedores em todo o mundo também alimentam o comércio, segundo o pesquisador de vida silvestre Neil D’Cruze.


